Consumo excessivo de álcool

O contexto em que vivemos, muito marcado pela pandemia resultante do vírus Covid-19, tem estimulado a procura de momentos de relaxamento, de alegria e que proporcionem bem-estar. Algumas pessoas procuram estas sensações através do consumo de álcool. No entanto, está procura pode aumentar a nossa tolerância ao álcool e consequentemente levar a um padrão de dependência de álcool.

É um facto que o efeito inicial do álcool é permitir-nos ficar menos ansiosos e inibidos, mas isto apenas sucede num primeiro momento, pois o consumo exagerado, pode provocar ansiedade, agitação e depressão, assim como reflexos lentificados, desequilíbrio, descoordenação, dores de cabeça, tonturas, náuseas e vómitos. O consumo exagerado de álcool também pode expor as pessoas ao embaraço, violência, acidentes de trânsito ou até mesmo a morte (causa cerca de 3,3 milhões de mortes no Mundo por ano).

As pessoas que começam a ter problemas de alcoolismo (dependência) encontram-se num padrão de consumo nocivo, sentido como prioritário que produz consequências adversas significativas e recorrentes, pois perdem a capacidade de controlar os seus impulsos de consumo, ficando com elevada tolerância ao álcool e sintomas de abstinência associados (náuseas, suores, agitação, irritabilidade, alucinações e/ou convulsões).

Portugal é dos países com maior índice associado ao consumo de álcool do Mundo, sendo que das pessoas que bebem: 16,9% fazem-no de forma excessiva e 2,1% apresenta dependência. Durante o período inicial da pandemia, vários estudos revelam que 21% dos portugueses e das portuguesas aumentou o seu consumo de bebidas alcoólicas. Por outro lado, 34% dos portugueses diminuiu os consumos de álcool durante esse período de tempo a fim de procurar um estilo de vida mais saudável.Riscos associados ao consumo de álcool:

  • Risco de lesões físicas, acidentes graves, agressões ou suicídio.
  • Enfraquecimento do sistema imunitário e consequente aumento do risco de desenvolvimento de problemas de Saúde Física.
  • Aumento dos problemas de Saúde Psicológica, como a depressão, ansiedade ou perturbações do sono.
  • Perda de memória e dificuldades de concentração.
  • Envolvimento em comportamentos de risco, como comportamentos sexuais de risco ou automutilação.

Mesmo o consumo moderado de álcool pode representar alguns riscos, principalmente, para grávidas, mães a amamentar, crianças, adolescentes e indivíduos a conduzir ou operar máquinas, pessoas com patologias específicas, pessoas a tomar medicação ou pessoas com diagnóstico prévio de dependência alcoólica.Comportamentos para diminuir o consumo de álcool:

  • Monitorizar o consumo de álcool.
  • Ter dias sem consumo de álcool.
  • Pensar sobre a nossa utilização do álcool ou relação com o consumo de álcool.
  • Desviar a atenção do desejo de consumir para outras atividades prazerosas.
  • Partilhar quando conseguimos cumprir objetivos que delineamos na redução ou eliminação do consumo de álcool com familiares e/ou amigos/as.
  • Ser pró-ativa ou pró-ativo e construir um ambiente facilitador, com menos tentações.
  • Relembrar, várias vezes, as razões que nos levam a querer reduzir o consumo de álcool.
  • Rejeitar bebidas.
  • Adotar um estilo de vida saudável.
  • Procurar ajuda. Um psicólogo pode-te dar estratégias para diminuir os consumos, lidar com recaídas, ajudar-te a preparar uma rede de suporte e perceber a origem do problema e trabalhá-la. Quanto mais cedo se procurar ajuda, maior é a probabilidade de recuperação.

Sinais de alerta de que precisas de ajuda:

  • Ter familiares e amigas/os preocupados com a situação.
  • Sentir-se culpado/a por beber.
  • A pessoa ficar aborrecida ou irritada quando o seu consumo de álcool é criticado por outros.
  • Pensar que devia beber menos, mas não ser capaz de o fazer.
  • Precisar de uma bebida logo de manhã ou para aliviar uma ressaca.
  • Falta de interesse nas atividades habituais ou substituição das atividades habituais por momentos de consumo de álcool.
  • Embriagar-se cada vez mais frequentemente ou precisar de mais quantidade de álcool para sentir o mesmo efeito.
  • Não ser capaz de dizer que não ao álcool ou beber apenas uma ou duas bebidas.
  • Parecer desonesto ou furtivo sobre a quantidade de álcool que se consumiu.
  • Beber para lidar com emoções.

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