A ansiedade explicada aos mais novos…

…A ansiedade é medo. E quando esse medo surge dispara um alarme, como o dos Bombeiros quando são chamados para uma emergência. Tal como os Bombeiros, o nosso corpo não espera para saber se é ou não uma situação de perigo real e age de imediato. Como? Através de sintomas físicos: os músculos ficam tensos (como a posição do atleta quando se prepara para arrancar), o coração acelera, os maxilares parecem presos, sentimos vómitos, dores abdominais ou desarranjo intestinal. Tudo isto é o nosso corpo a preparar-se para agir contra o “perigo eminente”, através da libertação de hormonas como a adrenalina e o cortisol, em que a sua libertação concentrada é responsável pelas possíveis náuseas ou vómitos. Tudo isto é um mecanismo protetor! É o nosso corpo a preparar-se para se proteger. No entanto, hoje em dia estes “perigos” são bem diferentes dos perigos do passado, em que tínhamos de fugir de predadores ou mesmo lutar para sobreviver. Estes mecanismos foram adaptativos no passado, mas não são proporcionais aos “perigos” no presente. Por exemplo, não se consegue lutar contra uma apresentação oral.

Imaginando que vemos dois cães raivosos prontos a atacar-nos: um deles é um caniche, o outro é um rottweiler. Existem diferenças em como nos vamos sentir com um ou com outro? A avaliação que fazemos do perigo é o que nos fazer responder de certa forma (lutar, fugir ou não fazer nada- “congelar”). Com o caniche nem nos preocupamos muito por ser pequeno e ter dentes pequenos. Com o rottweiler a nossa resposta provavelmente vai ser diferente, vamos avaliar como perigoso para a nossa sobrevivência. Então, vamos preparar-nos para fugir. O que podemos fazer? Podemos parar pensamentos? Podemos mandar abrandar o coração? Não… aquilo que podemos fazer é desviar a atenção. Como? Ao respirar de forma consciente e controlada. Além de desviarmos a atenção destes pensamentos, também permite baixar a frequência cardíaca (é algo que os alpinistas treinam). Outro exercício é fazer contagens numéricas: 1+1=2; 2+2=4; 4+4=8 (…), que vai ocupar a cabeça e desviar a atenção. 

É importante entender que não queremos eliminar a ansiedade toda! Ela é protetora, avisa-nos quando algo é importante para nós. Então, o que queremos é que ela seja funcional e se torne proporcional à situação!

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